O teste promovido pelo TSE sobre a segurança das urnas eletrônicas não visa detectar fraudes. Visa apenas fazer propaganda da “segurança” das urnas
Foi “vendido” à população como sendo um desafio a “hackers”.
Mas não são “hackers” que estão lá.
São quase todos funcionários indicados, por solicitação do TSE, de diversos órgãos ligados, de uma forma ou outra ao Judiciário: Polícia Federal, Superior Tribunal de Justiça, Procuradoria Geral da República, Controladoria Geral da União.
Ou pela Marinha e Aeronáutica, órgãos ligados ao Ministério da Defesa, do Ministro Nélson Jobim, ardoroso inimigo do voto impresso finalmente adotado pela Câmara e sancionado pelo Presidente Lula.
Dos 32 supostos “hackers”, pelo menos 22 pertencem a órgãos federais. A lista está à disposição de qualquer jornalista que se interesse em apurar a informação e não inclui algumas outras pessoas que, por ambiguidade de nomes, poderiam ser confundidas com servidores. Da mesma forma, alguns outros dos quais só encontramos a aprovação em concurso para orgãos públicos e não atos que provassem que estão nomeados e em exercício. Não a publico apenas para não melindrar servidores que podem estar lá porque foram mandados por seus chefes.
Os hackers, de verdade, dificilmente entrariam num teste furado desde o princípio, porque seriam obrigados a dizer antecipadamente como fariam para invadir o sistema, com 20 dias de antecedência.
É como pedir ao ladrão que diga por onde e como vai invadir a casa, avisando antes.
No dia 7 de outubro, o Ministro Ricardo Levandowski estendeu até 19 de outubro as inscrições, abertas desde 11 de setembro e que se encerrariamem 13 de outubro. Até aquele dia, a cinco dias , só havia UM inscrito, alegando-se que o problema era a greve dos Correios, que voltaram a funcionar plenamente no dia 28. Quase todos os inscritos, porém, são de Brasilia e podiam fazer a inscrição pessoalmente. Ainda que fosse por carta, esta tinha de ser registrada. Carta registrada tem prazo máximo de entrega em cinco dias. Ainda assim, o que valeria era a data da postagem, não da entrega. O presidente do TRE referendou a prorrogação no dia 9.
O edital do TSE não permitiu aos “hackers” chapa-branca levarem seus equipamentos. Nem mesmo um mero pendrive ou cd com programas era permitido. Só se fossem entregues junto com a inscrição (até 19 de outubro) e ficasse com o setor de informática do tribunal até o teste (10 de novembro). Isto é, 20 dias à disposição para, se quisessem, ser anulados quaisquer planos de invasão. Nem mesmo lacrados seriam, pois não há uma palavra sobre isso no edital (artigo 17, aqui, em pdf).
O teste é uma fantasia.
Os observadores da OEA apareceram ontem de manhã, foram almoçar e não voltaram.
Dos 32 inscritos, só 17 apareceram no primeiro dia.
Há pessoas participando do “teste” que não têm seus nomes na lista oficial divulgada pelo TSE.
Não se sabe em que circunstãncia estas pessoas participam de algo que vai dar prêmios em dinheiro (público).
A nossa imprensa, porém, limitou-se a reproduzir, praticamente, os releases do Tribunal, dizendo que as urnas resistiram ao “ataque”.
O que não resiste a nada é este “teste”.







[...] mostrei aqui que não há nenhum “hacker” lá. Quase todos são funcionários públicos, cuja a [...]
Tá na cara que os eventuais fraudadores irão utilizar seus próprios meios para obter sucesso.
Ora, se os “hackers”, não puderem utilizar qualquer meio a seu critério, esse teste É UMA FARSA!
Como diz o Boris Casoy, ISSO É UMA VERGONHA !!!
FORA SARNEY !!
FORA URNAS ELETRÔNICAS e
FORA CABRAL !!!