
"Quem conta os votos?" Americanos protestam contra o voto sem auditoria
De forma muito discreta, saiu ontem no Valor Econômico, a confirmação notícia que havíamos dado aqui: A Diebold. fabricante das máquinas e de parte do software usado nas urnas eletrônicas brasileiras teve de vender sua empresa de produção de máquinas de votar nos Estados Unidos, por absoluta rejeição de seus produtos devido à insegurança do sistema.
Leia:
“Com uma operação bem-sucedida no Brasil, a Diebold acreditou que poderia repetir a fórmula nos Estados Unidos. Assim, em 2002, ela comprou a Global Election Systems. Mas ao contrário do Brasil, o sistema de voto eletrônico nos Estados Unidos não teve o mesmo êxito e a experiência adquirida aqui não pôde ser adaptada à realidade americana como planejava a Diebold. Os americanos acham as urnas inseguras e suscetíveis a fraude.”
Permitam-me a tradução para português claro: os americanos não são trouxas.
Tem mais, mais. Olhem só:
“Desde 1996, quando o governo iniciou o modelo eletrônico de voto, a Diebold só perdeu a disputa pela fabricação de urnas eletrônicas para a Unisys em duas ocasiões – 1996 e 2002. Nas eleições do ano passado, o contrato de fornecimento de 58 mil urnas eletrônicas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rendeu R$ 98 milhões à empresa.”
Nova tradução: reparem que só essa remessa de urnas rendeu à Diebold ano passado (quando o dólar estava pouco acima de R$ 1,50) quase tanto quanto ela ganhou nos EUA, US$ 88 milhões. Tanto que ela vendeu a fábrica americana, não a brasileira.
Agora não é o NY Times, este jornal “irrelevante” quem fala que as urnas da Diebold, sem impressão de voto, são inseguras. É o Valor, cujos sócios são O Globo e a Folha, quem revela que os americanos a rejeitam ao ponto de venderem a fábrica a um concorrente que escaneia votos em papel, a Election Systems & Software.
E então, senhores senadores, não temos nada a aprender com o que está acontecendo lá? Vamos fazer o povo brasileiro votar nas máquinas da Diebold garantidas apenas por Nélson Jobim e Eduardo Azeredo?







I had got a desire to begin my company, however I did not have got enough of cash to do that. Thank God my close fellow told to take the home loans. Thence I received the auto loan and made real my desire.
[...] a mesma fabricante das máquinas daqui, a Diebold,
Nesta terça-feira (8 de setembro), as comissões do Senado de Constituição e Justiça – e a de Ciência e Tecnologia – estarão, a partir das 9 da manhã, fechando a aprovacão do parecer conjunto dos senadores Marco Maciel e Eduardo Azeredo que, entre outras pérolas, extingue o voto eletronico impresso. Exatamente nessas urnas Diebold que o TSE nosso garante serem 100% seguras. E não satisfeito, o ministro Jobim, ex-presidente do TSE e do STF, fará lóbi junto a deputados, na casa do presidente da Câmara, Michel Temer, para que as urnas usadas no Brasil continuem inauditáveis, como elas são atualmente. Por que?
[...] eu postei aqui sobre a rejeição e a desconfiança dos americanos em relação